sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Tal PL 122

     
     Agora eu vou pisar em ovos. Dizem por aqui que não se deve discutir futebol, política e religião. Eu já falei sobre política e, não satisfeito, vou falar de um assunto que envolve política e religião de uma vez só: o polêmico PL 122.
     Direto ao ponto: o tal o projeto de lei vem para estender a proteção que hoje é garantida a quem sofre discriminação étnica, racial, de procedência e de gênero, incluindo nela os que são discriminados por sua orientação sexual e identidade de gênero. Muito justa a inclusão. Ninguém pode ser discriminado por algo que é de sua natureza.
     Afirmo que ter uma orientação sexual diferente deve ser tratada de forma natural, porque não foi uma escolha. Ou você, em algum momento da sua vida, parou pra pensar: "E agora...o que eu escolho... sentir atração por homens ou mulheres?". Não. Não é assim que acontece. É um desejo involuntário, acontece sem você ter direito a uma opção. Logo, deve ser aceito e respeitado, como qualquer outra diferença que não cause danos diretos a terceiros.
    Adeptos de religiões mais tradicionais estão se manifestando porque afirmam que o projeto fere a liberdade de expressão deles. O PL não limita a liberdade de expressão mas, pelo contrário, ajuda a assegurar que ela seja garantida a todos, sem discriminação.
     A polêmica toda é causada por falta de respeito às diferenças. O possuidor de uma orientação sexual "diferente" deve respeitar os religiosos, sejam eles católicos, protestantes, islâmicos ou seguidores de qualquer outra crença. Do mesmo modo, os religiosos devem respeitar todas as pessoas, sejam elas hétero, homo, bi, ou de qualquer outra orientação. Assim como não quero ver um homossexual taxando os religiosos de preconceituosos, também não quero ver os religiosos citando estes como impuros, anormais ou algo do gênero.
     Somos assim: diferentes. Isso faz com que tenhamos preferência por homens ou mulheres, cachorros ou gatos, praia ou neve, cinema ou filme debaixo do edredon... podemos ainda gostar de tudo isso ou até mesmo de nenhuma das opções mas, o direito de gostar do que se quer, deve ser preservado e defendido por lei. O Projeto de Lei 122, se seguido à risca, será apenas mais uma tentativa de dar direitos iguais aos cidadãos que cumprem seus deveres e merecem ter seus direitos assegurados.


     P.S.: Demorei para escrever sobre isso porque sei da importância do assunto e não quis ser leviano. O tema é perigoso e quis tratá-lo com o devido respeito. Minhas antecipadas desculpas a quem, porventura, venha a se ofender com as minhas palavras. Respeito as suas opniões, mas essa é a minha.


Por @TarcisioAlves

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